Trata-se de um tutorial que nos guia pelo que é um PLE (Personal
Learning Environment). Os vários capítulos dispõem de um conjunto de recursos
áudio e vídeo. Todos os diapositivos estão disponíveis no slideshare e contam
com uma locução clara e pausada por parte do autor. Allan Cann é professor na
Universidade de Leicester, no Reino Unido e um defensor acérrimo da utilização dos PLEs.
Na primeira apresentação, que dá o nome a esta proposta, o autor faz um resumo do estado da arte no que se refere à Web
2.0. Alan Cann pega num termo cunhado por Chris Anderson: Long Tail, associado originariamente às
probabilidades ou preferências estatísticas, com enfoque nas de baixa
frequência ou de baixa amplitude. O autor acredita que estamos a experimentar
esta long tail na área da educação sendo
que a web 2.0 é o elemento chave que define novos contextos, dispersos pela
‘cauda’ das diferentes formas de aprendizagem.
Por oposição ao que é um VLE (Virtual Learning Environment), o autor
define o que é um
PLE:
a system that helps learners take
control of and manage their own learning. This includes providing support for
learners to set their own learning goals, manage their learning, manage both
content and process, and communicate with others in the process of learning.
Ainda na
primeira apresentação, o autor equaciona as vantagens e desvantagens apontadas
aos VLEs e aos PLEs.
O
Tutorial estende-se depois por diferentes capítulos que resultam num
aprofundamento da temática, muito útil a quem dá os primeiros passos nesta
área.
Aqui
fica um acesso direto a cada um dos capítulos deste tutorial:
A obra Cibercultura de Pierre Lévi resulta de
um reflexão profunda sobreo papel da Internet no contexto social atual.
Para o autor a
Internet é uma revolução…
Reflexão sobre a obra
Na primeira parte o autor reflete sobre o que é a inteligência
coletiva, nomeadamente, numa sociedade marcada pela tecnologia, mas não dominada
ou determinada por ela. Esta reflexão conduz a uma definição do espaço virtual
desmaterializado ainda que representativo da realidade. Esta virtualização
assenta em conceções diversas, a saber: a do senso comum, a do sentido
filosófico, e a de uma componente técnica resultante da relação direta com o
instrumento tecnológico e com a informação.
O autor apresenta
depois uma metáfora com duas curiosas perspetivas de utilização da web: como caça
e como pilhagem. Enquanto
caça, o utilizador procura a obtenção de informações precisas; como pilhagem,
apresenta um comportamento errático recolhendo aqui e ali, numa navegação
volátil de página em página, de site em site.
Uma vez definidos os componentes
do ambiente, o autor define o próprio ambiente, o ciberespaço: espaço de comunicação aberto pela interconexão mundial
entre computadores e informação online. O ciberespaço é um todo, constituído por
todos os recursos e ferramentas disponíveis e é, antes de mais, uma condição e
não um determinismo, isto é: não se
constitui como causa em si mesmo, pois a sua a verdadeira razão reside no
indivíduo ou grupo que o usa como meio.
A ideia central da segunda parte da obra Cibercultura assenta no conceito da
universalidade sem totalidade. A universalidade de acesso ao ciberespaço faz
com que todos tenham, em potência, acesso á rede, desde que disponham de recursos
informáticos para tal. A comunicação faz-se de tal forma que o utilizador pode
ser simultaneamente autor e leitor, esteja onde estiver. Neste contexto, o autor reflete nas potencialidades da partilha como mecanismo criativo de formas
novas e antigas de arte assentes em novas formas e estilos de apropriação do
conhecimento. Veja-se a reflexão do autor sobre as criações ciberculturais:
Nos capítulos A nova relação com o saber e As mutações da educação e a economia do
saber Lévireforça a ideia de
ser impossível abraçar a totalidade da informação disponível e de como as novas
tecnologias intelectuais, num contexto virtual flexível e em tempo real, podem
favorecer a construção do conhecimento.
O autor reflete sobre o
conhecimento adquirido no sistema de aprendizagem convencional que está, regra
geral, já desatualizado no fim do ciclo de aprendizagem e ainda mais após a
entrada no mercado de trabalho.
Esta necessidade constante e
vertiginosa de atualização encontra no advento do ciberespaço um aliado na
construção, adaptação, reflexão e, claro está, de atualização do saber. Diz o
autor:
[...] o espaço de comunicação aberto pela
interconexão mundial dos computadores e das memórias dos computadores. Essa
definição inclui o conjunto dos sistemas de comunicação eletrônicos (aí
incluídos os conjuntos de redes hertzianas e telefônicas clássicas), na medida
em que transmitem informações. Consiste de uma realidade multidirecional,
artificial ou virtual incorporada a uma rede global, sustentada por
computadores que funcionam como meios de geração de acesso. Lévi (2009)
p.92
Lévi é, sem
dúvida, um visionário da necessidade de adaptação dos curricula escolares às
exigências da sociedade atual, num novo paradigma de relação com o saber e o
conhecimento.
No terceiro capítulo da sua obra o autor
convida-nos ao debate sobre os problemas do ciberespaço desconhecido. Trata-se
de uma reflexão crítica sobre questões como o mercado absoluto e a crítica que
surge de diferentes sectores, nomeadamente, quanto aos riscos inerentes à
utilização abusiva de um bem público para fins mercantilistas, dominadores,
elitistas e potenciadores de exclusão social. Se é fácil ficar de fora por
motivos económicos, consubstanciados numa limitação de acesso à rede, por falta
de meios, também é verdade que nunca na história, como agora, se tornou tão
fácil ter acesso direto à informação e ao conhecimento.
Lévi revela-se um
otimista que acredita que a utilização das novas tecnologias digitais definirá
o futuro de todos os campos da cultura humana, numa escala mundial, sem
fronteiras físicas.
Vídeos
(excertos) retirados de uma série de documentários intitulados As Formas do
Saber – Pierre Lévy, produzidos
pela Sesctv de São Paulo – Brasil, disponíveis em http://www.youtube.com/watch?v=3PoGmCuG_kc
Propostas de conteúdos exemplificativos de cibercultura
1ª Proposta
Como ilustração do que pode significar ciberespaço decidi apresentar o Secondlife
No vídeo seguinte uma criança apresenta num filme do youtube este mundo virtual...
Trata-se de um jogo?
De uma comunidade Virtual?
De um local de encontro(s)?
Uma oportunidade de negócio(s)?
Julgo que tudo isso junto!
É um exemplo último da criação de um mundo virtual, colaborativo e de acesso livre!
2ª Proposta
De entre as muitas formas de como a Cibercultura tem vindo a
transformar o acesso à cultura, à criação, divulgação e preservação do
conhecimento, proponho o visionamento de uma das muitas propostas de
conferências denominadas TEDtalks, visionadas diariamente por milhões de
internautas.
Nesta conferência TED Luis Von Ahn convida-nos a conheçer o que se
esconde por detrás das famosas Captchas
necessárias quando precisamos de nos autenticar num site. É surpreendente!
3ª Proposta
A minha terceira
proposta resulta da conferência TED referida acima.
Propus a um conjunto de alunos que se experimentassem o duolingo e me
dissessem o que achavam desta ferramenta colaborativa para a aprendizagem do
inglês.
Todas as opiniões foram deaprovação e entusiasmo…
Fiquei de novo a pensar sobre
estratégias de ensino da língua e de como incorporar no contexto tradicional do ensino das línguas estrangeiras (em
contexto presencial), este admirável mundo novo onde a
aprendizagem se pode fazer num contexto criativo, colaborativo, esteticamente
muito agradável.